quinta-feira, 18 de junho de 2009

De como uma resistência de 200 milésimos de um milionésimo de um ohm foi fatal

Para obrigar a curvar as partículas que circulam praticamente à velocidade da luz no LHC no CERN é necessário criar campos magnéticos muito intensos só possíveis de obter com correntes eléctricas da ordem da dezena de milhar de amperes. Esta intensidade tremenda só pode circular em materiais sem resistência eléctrica. Caso contrário o efeito de Joule produz rapidamente quantidades de energia enormíssimas. Este comportamento (supercondutividade) supõe, para os materiais utilizados no LHC, temperaturas de - 271º C.
Nos locais onde os cabos eléctricos se unem a resistência eléctrica é da ordem dos nanoohms (um milésimo de um milionésimo de um ohm) desde que a temperatura se mantenha no valor referido. Houve uma junta que não obedeceu a este requisito em que a resistência eléctrica era 200 vezes maior do que o previsto. E daí o desastre.

Tradução realizada pelo aluno Miguel Simão (conta no dotsub) da Escola Secundária c/ 3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho, recorrendo ao dotsub, a partir da transcrição em inglês da conferência TED "O que é que correu mal no LHC?" por Brian Cox (Fevereiro de 2009) - em view subtitles activar Portuguese (Portugal) - :

Versão no dotsub:


Ver aqui vídeo do canal CERN tv do YouTube com uma explicação complementar desta falha que frustrou as expectativas iniciais.

Mensagens relaciondas deste blogue:

Sem comentários:

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails