sábado, 28 de junho de 2008

"Ver" o "fóssil" do Big Bang: a assinatura de um casamento

Uma das provas mais notáveis da teoria do Big Bang para a origem do Universo foi a descoberta da radiação cósmica de fundo de microondas por Robert Wilson e Arno Penzias em 1965. Como o sinal era muito fraco, Penzias e Wilson colocaram várias hipóteses sobre o que é que poderia estar a originar esse ruído de fundo. Um casal de pombos tinha-se alojado na antena. Será que a radiação provinha das "caganitas" de pombo? Verificaram que não! Uma equipa de cientistas de Princeton (Robert Dicke, P. J. E. Peebles, P. G. Roll e D. T. Wilkinson) interpretaram esta radiação como uma assinatura do Big Bang.

A Antena que Penzias e Wilson utilizaram quando detectaram a radiação cósmica de fundo, Domínio Público


Incialmente o universo não era transparente à radiação. Cerca de 400 000 anos após a Grande "Explosão" Inicial, o Universo arrefeceu o suficiente para que a interacção eléctrica entre protões e electrões permitisse que estes se "casassem" formando átomos de hidrogénio. Este casamento tornou o universo transparente à radiação. A radiação presente era uma indicação da temperatura do Universo nessa época: cerca de 3000 K.
Com a expansão do universo essa radiação também foi "esticando", ou seja, o seu comprimento de onda foi aumentando. Inicialmente no visível, passando depois pelo infravermelho e actualmente nas microondas. É possível associar a essa radiação uma temperatura. Essa temperatura medida primeiramente por Penzias e Wilson é, na actualidade, cerca de 3 K (ou seja cerca de 270 º C abaixo do ponto de fusão do gelo).

Legendas adicionadas a vídeo disponibilizado pelo YouTuber Acorvettes:



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2 comentários:

sandra sangi disse...

Conheci hoje o blog e estou amando. Já estou planejando minhas ''aulinhas'' pensando nele. Parabéns!

Carlos Portela disse...

Espero que te seja útil sandra.

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