sábado, 16 de fevereiro de 2008

Crise de identidade: condensado de Bose-Einstein

Neste vídeo, o professor Daniel Kleppner do Departamento de Física do MIT explica-nos a estranheza associda ao estado da matéria conhecido por condensado de Bose-Einstein (Bose-Einstein Condensate ou BEC). Apesar de ter sido previsto por Einstein em 1925 ao generalizar o trabalho de Satyendra N. Bose, só em 1995 foi possível observar o BEC, tendo para isso sido necessário produzir em laboratório um sistema à temperatura mais baixa do Universo.

Neste estado, as ondas dos átomos individuais ligam-se formando uma única onda de matéria: esta é a "assinatura" do novo estado da matéria. Foi em Junho de 1995 que Eric Cornell e Carl Wieman anunciaram a observação de um condensado de átomos de rubídio-87. O grupo de Wolfgang Ketterlee, que prosseguia estudos paralelos com sódio-23, observou uns meses mais tarde um condensado com um número de átomos duas ordens de grandeza superior. O prémio Nobel da Física foi atribuído a Cornell, Ketterle e Wieman em 2001 (para saber mais sobre o BEC ver artigo de Margarida M. Telo da Gama na Gazeta de Física, Vol. 29, 3, Abril 2006).


BEC de rubídio-87 observado por Cornell e Wieman em 1995,

Imagem criada pelo National Institute of Standards and Technology, Domínio Público


Para obter este condensado foi necessário obter temperaturas inferiores ao local mais frio do universo recorrendo a uma técnica designada por arrefecimento com LASER e outra designada por arrefecimento por evaporação.

Anotações adicionadas a vídeo disponibilizado no YouTube pelo canal NOVAonline utilizando o webware overstream:



NOVA é a série televisiva sobre ciência mais vista do mundo, assim como são também os seus documentários científicos na PBS (Public Broadcasting System). PBS é uma empresa que presta serviços a mais de 355 estações públicas de televisão não comerciais, atingindo um público de 73 milhões de pessoas por semana.

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